“O homem anda e a estrada nasce” Lu Xun

1543 Os navegadores portugueses descobrem o arquipélago japonês, sendo estes os primeiros ocidentais a contactar com este povo japonês, acabando com a visão compartimentada do mundo que o Japão tinha, devido a se manter tão fechado às influências estrangeiras (também sendo isso consequência da instabilidade política e religiosa em que o Japão se encontrava neste século) .

Os portugueses desembarcaram na Ilha de Tanegashima e facilmente iniciaram trocas comerciais, introduzindo novos objectos na cultura japonesa que viriam a revolucionar, como por exemplo, a estratégia de guerra dos japoneses, através das armas de fogo e pólvora trazidas pelos portugueses. Em, 1571, já Nagasaki era o centro do comércio marítimo português, no Japão. Mas, neste comércio também é importante destacar a exportação de seda que os Portugueses faziam da China, em troca da prata dos Japoneses.

A chegada dos portugueses ao Japão,pormenor de um biombo Namban

A chegada dos portugueses ao Japão,pormenor de um biombo Namban

Depois dos portugueses, os Holandeses, foram o povo que também desenvolveu uma boa relação mercantil com o Japão, tanto que, os Portugueses devido a não quererem apenas uma relação mercantil com o japão mas também uma intervenção religiosa (a divulgação e a conversao dos povos ao Cristianismo), foram expulsos do Japão em 1640, ficando assim cortadas as relações entre Portugal e Japão. Sendo que, os Holandeses tinham meros interesses mercantis, continuaram a poder usufruir da sua relação com o arquipélago japonês.

Apesar do curto prazo de convivência (séculos XVI e XVII) luso- nipónica, houve  convivência suficiente para que a arte japonesa fizesse questão de representar em, principalmente, biombos e caixas de madeira, a chegada dos portugueses ao Japão e alguns momentos de trocas comerciais, tanto pela estranhesa das suas vestes como pela estranha forma de se vestirem. A estas manifestações artísticas deu-se o nome de Arte Namban.

Inda outra muita terra se te esconde,

Até que venha o tempo de mostrar-se;

Mas não deixes no mar as ilhas, onde

A Natureza quis mais afamar-se;

Esta meia escondida, que responde

De longe à China, donde vem buscar-se,

É Japão, onde nasce a praia fina,

Que ilustrada será co’a Lei Divina.

Lusíadas, Canto X, CXXXI

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