Japonismo foi o nome dado à influência da Cultura Japonesa no Ocidente (principalmente europa e Estados Unidos, nos séculos XIX e XX). Nomeadamente, na pintura, artes decorativas e arquitectura.
Após o primeiro contacto com o Ocidente, em 1543, com a chegada dos portugueses ao Japão e a sua expulsão, 1640 pela intervenção religiosa que queriam exercer nesse território, e apesar do Japão manter o contacto com a europa através da Holanda, foi a partir de 1860 que o japão se abriu totalmente às influências vindas do Ocidente, sendo isto acentuado em 1867 pela revolução política, que instalou no trono o imperador Mitsu-Hito, dando inicio à era “Meiji”, determinando assim a abertura do Japão às influencias de todo o mundo.
Com isto, reatando-se as trocas comerciais entre o Japão e o Ocidente em 1853, juntamente com os objectos vindos do japão, servindo de embrulho às porcelanas e outros objectos, vinham as estampas japonesas. Isto acontecia porque as estampas japonesas (ukiyo-e) eram produzidas em massa e tinham muito baixo valor no japão, assim vinham imensas para o Ocidente. Estas estampas começaram a adquirir maior valor quando coleccionadores de França e Inglaterra começaram a coleccioná-las e entre estes fascinados estão muitos artistas impressionistas.
Tendo isto levado a que a pintura do Impressionismo e a Arte Nova fossem deveras influenciados pela arte japonesa, não só pelo conhecimento das obras através do coleccionismo mas também através do contacto com obras de arte japonesas expostas nas Exposições internacionais de Londres e Paris em 1862, 1867 e 1878, tendo como algumas características predominantes, por exemplo, a assimetria, a ausência de profundidade, cores planas, e o contorno a preto. Um dos melhores exemplos são os cartazes de Toulouse-Lautrec, mas também é importante referir Whistler que foi o artista americano que mais rápidamente começou a utilizar elementos de influencia japonesa nas suas obras, e sendo este pessoa de viajar bastante, contribuiu para a difusão do japonismo na França.

Cartaz de Jane Abril, de Toulouse- Lautrec, 1899.
